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Um marco na vida cultural da capital do país

Dicas do Allia Gran Hotel Brasilia.

Teatro Nacional de Brasília

Foto: Rose Ramalho / Wikimedia Commons

Mais uma grande e deslumbrante contribuição do arquiteto Oscar Niemeyer, com a preciosa colaboração do pintor e cenógrafo Aldo Calvo e uma das mais belas obras de Athos Bulcão resultam no Teatro Nacional, projetado em 1958, para ser um verdadeiro marco na vida cultural da recém-inaugurada capital federal.

Outros renomados artistas da música, da dança e do teatro também já emprestaram seu brilho e se apresentaram no Teatro Nacional Claudio Santoro. Destacam-se Mercedes Sosa, Astor Piazzola, Yma Sumac, os balés russos Bolshoi e Kirov, o balé da Ópera de Paris, e, entre os brasileiros, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Dulcina de Moraes, Glauce Rocha, Ziembinski, Márcia Haydé, Márika Gidali e o balé Stagium, Grupo Corpo, João Gilberto, Caetano Veloso, Maria Bethânia e praticamente todos os principais nomes da música popular brasileira.

Vamos conhecer mais?

Os opostos se atraem

Com 43 mil metros quadrados de construção e o formato curioso de uma pirâmide sem ápice, o Teatro Nacional Claudio Santoro ou Teatro Nacional de Brasilia tem sua área externa revestida por um painel formado de blocos de concreto nas fachadas laterais, criado por Athos Bulcão, em 1966.

Curiosidade! O painel é o maior exemplar de uma obra de arte integrada a uma edificação no Brasil, medindo 125 metros na base maior por 27 metros de altura.

Conforme conta a história, Oscar Niemeyer solicitou ao Athos um aspecto sólido, pesado, e ao mesmo tempo leve. Para atender ao pedido do mestre e conseguir traduzir essa contradição, Bulcão utilizou uma série de paralelepípedos com cinco formas variadas que, dispostos nas paredes laterais inclinadas, proporcionam a sensação de leveza com a luz do sol e de peso com a sombra, de regra e liberdade, adquirindo movimento cíclico ao longo do dia. Por isso, o relevo é chamado de “O Sol faz a festa”.

Painel

Foto: OPY Imagem

Ao maestro

Inicialmente apena denominado como Teatro Nacional de Brasília, este monumento ganhou o nome de Claudio Santoro, a partir de 1989, em uma merecida homenagem ao compositor, maestro, violinista e educador, que fundou a orquestra do Teatro em 1979 e dirigiu-a até sua morte em 1989.

Ele nasceu em Manaus, no Estado do Amazonas, e foi, sem dúvida, um artista sensível, criativo, polêmico, laureado e reconhecido internacionalmente. Sendo mais do que merecida a homenagem recebida.

 

Pedaços do quebra-cabeça

O Teatro Nacional Claudio Santoro é composto pelos seguintes espaços:

• Sala Villa-Lobos: a única sala de ópera e de ballet de Brasília, sendo também a principal sala do Teatro. Inaugurada em 1981, ela conta com capacidade de 1.407 lugares. Sua área possui um palco de 450 m², com 17 m de abertura e 25 m de profundidade, além de 2 elevadores, 7 camarins e salas de ensaio.

• Foyer da Sala Villa-Lobos: presenteado com obras de Alfredo Ceschiatti, Mariane Perreti, Athos Bulcão e os jardins de Burle Marx, este espaço é constituído pelo piso do acesso principal do Teatro, entre os níveis superior e inferior da Plataforma da Rodoviária, com mezanino, sob a fachada oeste do edifício, e dá acesso à Sala Villa-Lobos e à sala Alberto Nepomuceno.

• Sala Martins Pena: inaugurada em 1966, possui capacidade de 407 lugares, palco de 235 m², com 12 m de abertura e 15 de profundidade, 1 elevador e 15 camarins.

• Foyer da Sala Martins Pena: conta com painel de azulejos de Athos Bulcão e é bastante utilizado para exposições. Possui um busto de Ludwig Van Beethoven, doado pela Embaixada da Alemanha. Destina-se a saraus, performances, lançamentos de livros, coquetéis e exposições, com área de 412 m².

• Sala Alberto Nepomuceno: inaugurada em 1979, tem capacidade de 95 lugares, palco de 14 m² e camarins. Sua entrada também se dá pelo Foyer da Sala Villa-Lobos.

• Espaço Cultural Dercy Gonçalves: projetado originalmente para ser um restaurante panorâmico, que chegou a funcionar por pouco tempo, o Espaço foi inaugurado em 2000 com a presença da própria Dercy Gonçalves. Tem 840 m², dos quais 500 m² de área útil, com ampla copa e capacidade para 300 pessoas.

• Anexo do Teatro Nacional: inaugurado 1981, foi projetado e construído por Milton Ramos, convocado por Niemeyer para detalhar e executar a obra inacabada do Teatro. Com 15 mil m², essa área passou a abrigar a sede da Fundação de Cultura do DF e, posteriormente, da Secretaria de Estado de Cultura do DF.

Adaptações

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Desde a criação de seu projeto inicial até os dias de hoje, o Teatro Nacional já passou por inúmeras adaptações, ampliações, reformas e interrupções pelos mais diversos motivos, geralmente, devido aos custos de sua construção, oscilando, assim, ao longo desses anos o seu funcionamento ao público.

Mas ainda assim, mesmo com todos esses contratempos, a população sempre procurou preencher o espaço, como por exemplo, utilizando o ambiente vazio da pirâmide para campeonato de vôlei, missa do galo, lugar para alistamento militar, bailes de carnaval e concurso de beleza.

O Teatro completo, com todas suas salas e anexos, foi inaugurado apenas em 21 de abril de 1981. Contudo, em janeiro de 2014, o Teatro Nacional foi fechado por recomendação do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público, devido à falta de acessibilidade e itens de segurança vigentes. Então, a Secretaria de Cultura do Estado fez o projeto executivo necessário para a reforma, ficando o mesmo orçado em mais de R$ 200 milhões.

Com a crise e a escassez de recursos, optaram por realizar a reforma em etapas, permitindo a abertura de algumas salas e espaços aos poucos, até que fosse possível concluir toda a reforma. Atualmente, o Foyer da Sala Villa-Lobos encontra-se aberto para visitação e realização de eventos. Mas só as estruturas externas e o deslumbrante e hipnotizante painel de Athos Bulcão já compensam a visita deste monumento.

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