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O artista que desenhou na solidão do descampado planalto central

Dicas do Allia Gran Hotel Brasilia.

Oscar Niemeyer

Foto: Bibliothèque nationale de France/Wikimedia

É praticamente impossível contarmos a história de Brasília sem entrelaçarmos com a história do maior arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Queremos que você Conheça a Capital do Brasil com o Allia Gran Hotel Brasília!

Dono de uma quase interminável lista de grandes obras e monumentos, a vida de Niemeyer foi marcada por grandes inovações e realizações, e seus ensinamentos arquitetônicos ecoam até os dias de hoje em todo o planeta.

Sem dúvida nenhuma, um dos mais impressionantes feitos deste profissional, senão o maior, foi ter recebido e cumprido com maestria a missão de desenhar uma nova capital para o país na solidão do descampado planalto central.

O local era o cenário perfeito para o artista que amava espaços vazios: “[Espaços vazios] me permitem fazer uma arquitetura mais variada, uma arquitetura que emocione, dê prazer de ver, como um quadro de arte”.

Há tanto o que se conhecer desse ser humano e profissional incrível! Vamos conferir?

Vida pessoal

Nascido no Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1907, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho se autodeclarava um mestiço com muita honra, contando com sobrenomes portugueses, alemão e árabe, e tendo a certeza de ter ainda descendência negra e indígena.

Em 1928, Niemeyer casou-se com Annita Baldo, dois anos depois, nasceu sua única filha: Anna Maria Niemeyer. A árvore genealógica da família tem ainda cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos.

Em 2015, ele ficou viúvo. Em 2006, casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, de 60 anos. No final de 2005, o pai da arquitetura moderna no Brasil faleceu por problemas respiratórios, apenas alguns meses depois de ter perdido a filha para um enfisema.

Não faltam perfis e admiradores nas redes sociais:

 

Primeiros traços

Segundo conhecidos, Oscar não era muito fã dos estudos, e aproveitou seus anos de juventude com muita festa. Apenas aos 21 anos, já casado, que ele iniciou os estudos no curso de Engenharia e Arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (atual UFRJ).

Contudo, o amor e o dom da arquitetura já nasceu com ele: quando era menino e gostava de desenhar o “ar” com o dedo, explicando para a mãe que estava criando. Para Niemeyer, arquitetura sempre foi sinônimo de inovação.

O primeiro projeto feito por pelo arquiteto foi uma casa para um tio que era médico, durante a faculdade ainda.

Mais tarde, Niemeyer tomou uma sábia decisão, que talvez tenha mudado toda sua vida, ele foi estagiar (sem remuneração) no escritório de Lúcio Costa, que viria a ser seu colega na construção de Brasília.

Curiosidade! Uma das primeiras obras de Niemeyer, o bairro da Pampulha, em Belo Horizonte, foi projetado em uma só noite, após um pedido de Juscelino Kubitschek e foi muito especial: “A Pampulha foi o começo da minha vida de arquiteto”, conta Oscar.

Curiosidade da curiosidade! Esse trabalho, especialmente a Igreja São Francisco de Assis, recebeu elogios da crítica nacional e estrangeira, chamando a atenção internacional a Niemeyer.

Mas não foram apenas as terras brasileira que puderam contar com a beleza e a genialidade do arquiteto, ao longo dos anos 1940 e 1950, Niemeyer projetou uma série de edifícios, tanto no país como no exterior. Isso incluiu o projeto de diversas residências e edifícios públicos, e ainda a colaboração com Le Corbusier (ídolo do arquiteto) no projeto da sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o que resultou convites para ensinar na Universidade Yale e na Escola de Design da Universidade Harvard. Merecido reconhecimento!

Você sabia? Em seu processo de criação, ao começar a trabalhar em uma proposta e identificar uma ideia que lhe agradasse, Niemeyer redigia um texto para encontrar argumentos para o que iria projetar. Caso o texto não ficasse bom, repensava o projeto.

Brasília: um monumento de Niemeyer

Construção do prédio do Supremo Tribunal Federal

Foto: OPY Imagem

O próprio arquiteto já avisa “…quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso — invenção.

Sua vontade e o seu dom de inovar e inventar ficaram como marcas registradas de Niemeyer, que soube utilizar o vazio do cerrado brasileiro a seu favor: um espaço sem fronteiras e sem limites, destinado a revolucionar a arquitetura, onde o arquiteto exaltou as curvas e desafiou a matemática com prédios que parecem flutuar, afinal, soluções rápidas e simplistas nunca encantaram o artista.

“Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo – o Universo curvo de Einstein.”

Você sabia? Niemeyer tinha muito medo de andar de avião e só fazia isso quando se sentia realmente bem. No entanto, uma vez, em Brasília, foi obrigado a sobrevoar as construções juntamente com Juscelino Kubitschek. O presidente ameaçou prendê-lo caso não atendesse ao pedido. E, ainda, em 2004, aos 96 anos, a fobia o impediu de ir até o Japão para receber o Prêmio Imperial, maior honra da área artística dos países asiáticos!

Muitas das obras brilhantes de Oscar Niemeyer já foram inspiração de artigos em nosso blog. Mas além de aproveitar para conferir essas matérias, dá só uma olhada nessa lista dos principais prédios que levam a assinatura de Oscar Niemeyer:

Não precisa escrever mais nada para demostrar a grandeza que Niemeyer representou para a construção de Brasília, né? Apesar de toda essa grandiosidade, ele sempre foi muito humilde e ciente de todos que participaram do processo:

“Não me importa dizerem que sou o arquiteto de Brasília se ao mesmo tempo disserem que Lúcio Costa é seu urbanista. A ele coube a tarefa principal: projetar a cidade, as ruas, as praças, os volumes e espaços livres. Não sou tampouco o construtor. Construíram-na o entusiasmo de Juscelino Kubitschek, a perseverança de Israel Pinheiro e milhares de operários que, anônimos, por ela se sacrificaram mais do que todos nós!”

 

Mais que arquitetura

Apesar da sua impactante contribuição pra a arquitetura brasileira e mundial, Niemeyer não era apenas mais um na multidão intelectual, ele tinha convicções políticas firmes consigo, o que fizeram com que ingressasse no Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1945 e ser presidente do refundado Partido Comunista Brasileiro em 1992.

Nas palavras do arquiteto: “Você tem que pensar em política, política é importante, é a própria vida. Pensar sobre a miséria, procurar ajudar”.

Com o golpe militar de 1964, Niemeyer, que era filiado ao Partido Comunista, se exilou na França. Em 1972, abre seu escritório nos Champs Elysées, em Paris. Nesse mesmo ano, projeta o Centro Cultural Le Havre, França. Em 1980, retornou ao Brasil. Nessa época, projetou o Memorial JK em Brasília e o Sambódromo, no Rio de Janeiro.

Auto descrito como um eterno pessimista, ele dizia acreditar em um mundo melhor, mas não em seres humanos melhores. “O homem tem de viver dentro da verdade, saber que não é importante. A disseminação dessa crença levaria o homem a uma posição mais modesta”.

Esse tom crítico fica evidente em diferente entrevistas, para diferentes países, que ele já participou e sempre deixou claro suas opiniões:

Sinceramente, há muito mais o que contar sobre os quase 105 anos de vida, muito bem vividos, por Oscar Niemeyer. Tentamos resumir um pouco do que foi este grande homem, mas texto nenhuma oferecerá maior “proximidade” a ele do que a visita de suas obras!

Por isso, quando vier para Brasília, não deixe de visitar os monumentos feitos pelo arquiteto e vivenciar de perto toda a revolução que ele representou e representa.

E, quando vier a capital do país, conte com a gente. Somos especialistas em oferecer a melhor hospedagem com todo conforto, requinte, segurança e alto padrão de qualidade e atendimento. Todos nossos apartamentos são amplos e contam com camas king size e TV´s 49”, além de completo café da manhã cortesia, servido em nosso restaurante Le Terrace, que vai renovar suas energias!

Estamos esperando por você!

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